8 de abril de 2010

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Era mais uma dessas noites frias que vem sendo nesses dias, mais uma noite em que o vento soprava a janela, e batia sobre meus cabelos. Mais uma vez, eu estava ali. Intacta. Só observando o que vinha acontecendo em minha cabeça, tentando entender o porque eu fecho os olhos, e sua foto me aparece, como se fosse num piscar de olhos. Eu fiquei analisando, e tentando ligar os pontos, pra ver aonde eu iria chegar, e cheguei à uma conclusão drástica.
É triste sentir algo que você não quer, e que você acha injusto sentir, o fato de eu querer estar cada vez mais distante de você, me faz ficar loucamente mais próxima, você adivinha quando eu não te quero, mais te desejo loucamente por perto. Eu tentei analisar, pensar, mas nada me vinha na cabeça, só sua foto. Só o seus olhos. Só a sua voz. Seu maldito sorriso.
Toda vez que tento pensar em alguma coisa, me vem a fatal distração de que você está me fazendo feliz, e ao mesmo tempo confusa. Eu gosto no momento, do que estou sentindo, me faz bem! Eu gosto de saber que posso contar com você. Mas me chateia saber até quando isso vai, uma coisa que apenas o vento leva, e não nos prendemos à nada, nem se quer tocamos nesse assunto.
Já estava tarde da noite, resolvi apagar a luz, era tarde pra pensar em algo tão complexo como você e eu.
Já era tarde, eu estava apaixonada.